
EM CASA
Madeira ecológica: Na hora de mobiliar a casa, reutilize ou reforme móveis antigos. Na compra de novo, procure os feitos com material sustentável, como madeira de demolição ou madeira certificada. Não é mais tão difícil encontrá-las. No Caminho das Árvores, ao menos três lojas trabalham como esse conceito: toquedacasa, Home Design Casual e Tok & Stok. Na Home Design, também se pode encontrar móveis feitos de fibras de junco, rottin, imbé, tucum e tupari, extraídas por meio do manejo sustentável, da marca brasileira Amazonia Fibras Naturais.
Guarde a chuva: Captar a água da chuva, guardar e usar para irrigar o jardim, lavar carros ou dar descarga no vaso sanitário exige pouco investimento, especialmente se a obra for feita durante a construção do imóvel. A construção envolve um tanque de armazenamento, uma bomba de impulsão e canos para captar e direcionar a água que cai do céu. “É mais fácil instalar em obras em andamento do que depois de prontas”, pontua o arquiteto Osvaldo Tenório, 34, que projetou um resort ecológico em construção em Barra de São Miguel (AL), o Kenoa Resort. Mas não é impossível adequar a instalação a uma casa já existente.
Use cal, evite tintas: Algumas indústrias têm feito esforços para reduzir o impacto de suas tintas, com formulações à base de água. Massas e tintas de parede industrializados, em geral, possuem produtos químicos como polímeros e toxinas voláteis. Segundo o o arquiteto Daniel Gomes, 34, elas apenas cumprem a função estética de deixar a parede lisinha e, ao final, podem estar escondendo pontos de bolor. “Quanto mais exposta a parede, melhor”, conceitua. Como alternativa, Gomes sugere um reboco feito com areia fina, bem acabado, coberto com pintura a cal. Feita de carbonato de cálcio elevado à temperatura de 1.200ºC, o cal é natural, fungicida e permite a ´respiração´ da parede. Para dar cor, pode-se misturar com pigmentos feitos de terra.
Telhados verdes: Solução simples para eliminar a necessidade de ar condicionado em casa e não contribuir para a formação de ilhas de calor – pontos em que o microclima tem temperaturas mais altas do que no resto da cidade – é instalar plantas leves, como gramíneas, no telhado. Para isso, é preciso impermeabilizar a laje (com produtos específicos ou mantas de vinil), dotá-la de captadores de água e criar uma base de areia, brita e terra que não precisa ter mais de quatro centímetros de profundidade. O sistema também é isolante acústico, ou seja, reduz a troca de ruídos entre o exterior e o interior, e vice-versa. Em Salvador, é possível ver um telhado verde pronto no Espaço (Rua Ilhéus, Rio Vermelho), um modelo de construção sustentável. Empresas especializadas oferecem sistemas modulares que podem ser aplicados rapidamente. A Ecotelhado faz telhas de 68 x 35 cm, formadas por substrato de terra, cimento e um composto de EVA (resíduo da indústria calçadista) reciclado.
Apartamento novo: Para quem está de olho em um apartamento novo, vale pesquisar as opções de mais baixo impacto entre as novidades disponíveis no mercado. Poucas construtoras já têm programas específicos. No Jardim Armação, vai ser lançado o Evolution Ecologic Residence, da incorporadora Ecomundo. A promessa é aproveitar e reutilizar água da chuva, aproveitar a luz natural e utilizar materiais de menor impacto. O empreendimento está alinhado com as normas do Green Building Council, que vai concluir, até o fim do ano, a adaptação brasileira de um sistema de certificação desse tipo de práticas, o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Mas atenção: como consumidor responsável, não basta pagar as parcelas em dia. É importante acompanhar as obras para verificar o cumprimento das promessas feitas pelos construtores, bem como exigir o detalhamento dos benefícios “verdes” no memorial descritivo anexo ao contrato do imóvel.
NA COZINHA
Vá a feiras ou organize redes: Verduras e frutas mais saudáveis – e mais baratos do que as grandes redes de supermeracados e delicatessens – podem ser encontradas em feiras e outros pontos de venda direta dos produtores. Compre em pequenas quantidades, para evitar disperdícios. Tornar-se cliente fiel das feiras gera descontos e ainda cria amizades. Veja uma lista de fornecedores de produtos orgânicos em Salvador e região metropolitana no blog da revista.
Embalagens no alvo: Quanto menos lixo sua cozinha gerar, melhor. Em lugar de enlatados e industrializados, prefira produtos frescos. Na hora de comprar frutas como abacaxi, melão e melancia, plásticos são desnecessários. Opte por produtos concentrados, compre alimentos a granel e fique de olho em reformulações feitas especialmente para gastarem menos embalagem. Para quem gosta de tomar chá, a dica é optar por usar folhas ou flores soltas, em vez do que vem sacos individuais em caixas de papel.
Separe o lixo: Mesmo que em seu prédio, condomínio ou casa não haja coleta seletiva de lixo, separar o lixo seco (reciclável) do molhado (guardanapos, restos de alimentos) já propicia um destino melhor. Lembre-se: separando ou não, alguém vai mexer no seu lixo. Proporcione a essa pessoa uma melhor qualidade de vida: proteja cacos de vidro expostos e lave embalagens com resíduos de alimentos antes do descarte. Se puder descartar os resíduos secos em locais de coleta para reciclagem, será ainda melhor.
Geladeira verde: A geladeira deve ficar longe do fogão, do Sol ou outra fonte de calor, para não ter de gerar mais energia para trabalhar. Cheque se o termostato está funcionando regularmente. Na hora da compra, prefiras as que tenham selo Procel ou Energy Star, cerificações que garantem menor gasto de energia. Se sua geladeira ainda é daquelas antigas, que liberam CFC, o gás que destrói a camada de ozônio, fique de olho na oportunidade: a Coelba, por meio do projeto Energia Verde, oferece a clientes dois bônus de até R$ 500 para a troca de refrigadores, freezers e aparelhos de ar-condicionado por equipamentos novos. Serão contemplados os que consumirem acima de 100 kWh/mês. Para participar, o interessado deve fazer doação de até R$ 240, dividido em 24 meses e debitado na conta de luz. O dinheiro será aplicado em projetos de reflorestamento de Mata Atlântica no Parque Nacional do Pau Brasil e no Parque Nacional Monte Pascoal, no Sul da Bahia. Outro programa da empresa, chamado Nova Geladeira, atende a quem reside em bairros populares de Salvador e consumiu média de 80 km/h nos últimos três meses.
NA RUA
Recuse sacolas plásticas: Todo mundo já sabe que as sacolas plásticas demoram centenas de anos para se decompor nos aterros sanitários e já representam 10% do lixo produzido no País. No entanto, ainda não se instalou o hábito de recusá-la. Para pequenas compras feitas em farmácias, padarias ou papelarias, use sua bolsa de mão ou peça sacolas de papel. Em caso de compras maiores, como supermercado ou feira, pode-se utiizar sacolas de pano ou vime.
Preste atenção nas embalagens: Comidas fast-food e outros objetos envoltos em camadas de papéis e plásticos são muito comuns na rua. Procure locais em que possa consumir sem gerar tanto impacto ambiental. Um bom exemplo está sendo dado pela fábrica de brinquedos Estrela. A empresa está substituindo, desde agosto, as caixas plastificadas com shrink por uma solução mais verde. O shrink demora 70 anos para se decompor na natureza. As caixas de papelão ficarão mais resistentes para compensar a mudança. Os plásticos internos estão sendo substituídos por plásticos com zip, que podem ser reutilizados. Em 2008, a empresa já lançou o Banco Imobiliário Sustentável, que atualizou o jogo para os novos rumos da economia global. No jogo, a embalagem e o tabuleiro são de papel reciclado e os peões são feitos de plástico à base de cana de açúcar, desenvolvido pela Braskem.
Use as escadas: Elevadores, rampas deslizantes e escadas rolantes consomem energia elétrica e foram criados para facilitar percursos de gestantes e pessoas com dificuldade de locomoção, ou para agilizar longos deslocamentos. Se você é um indivíduo saudável, aproveite as escadas comuns para se locomover. Opte pelos equipamentos motorizados apenas quando o trajeto for longo, estiver muito cansado ou com demasiada pressa. Assim, também vai ganhar saúde e disposição.

Senti falta de links e contatos das instituições e empresas citadas.
A empresa que faz reciclagem de óleo, a colivre, etc. Contatos que podem ser interessantes para quem quer mudar de atitude como vocês sugeriram.
Muito legal a reportagem e as dicas no site! Se tiver mais, por favor, continuem enviando. Valeu…
A reportagem está excelente!!!! Mas concordo com a Juliana, faltou o contato das instituições, pessoas e empresas citadas.Gostaria de entrar em contato com os mesmos pois tenho um projeto de educação ambiental e eles poderiam ser de grande apoio.
Seguem os contatos:
Colivre http://www.colivre.coop.br / 71-3331-2299 / contato@colivre.coop.br
Renove, do professor Luciano Hocevar, que recicla óleo de soja e de dendê. (71) 9979-2504 / lucianohocevar@hotmail.com
Gente,
Eu conheço uma série de sites que podem ser interessantes!
Alguns relativos a produtos e outros referentes à informações sobre questões ambientais!
Abraços,
Thais
http://espacoboticadavovo.blogspot.com/ (produtos organicos)
http://www.ecositio.com.br/
http://www.greenpeace.org.br
http://blog.ambientebrasil.com.br/?p=801
http://www.planetasustentavel.com.br
http://www.grupoeco.com.br (muito legal!)
http://ecotrendstips.wordpress.com/2007/04/30/maquiagem-organica-cosmeticos-naturais/
http://www.minhacasaecologica.com.br/index2.html
http://www.ecolabel.com.br/
http://www.greenpaper.com.br/
http://www.leomadeiras.com.br/cod/a/ecoleo/
http://www.eccofibra.com.br/index_pt.htm
http://www.nucleoartepapel.com.br/
Comunidades do orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=38700711
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=427767
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=6807764
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=22113
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=32095543
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=81837113
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=37776477
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=57719386
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=38690878
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=85857429
Abraço,
Thais
Que tal a Muito em papel reciclado?